A sanita costuma ser limpa toda a semana, quase por rotina. Mas há objetos do dia a dia, usados constantemente e quase nunca higienizados, que podem estar ainda mais sujos do que ela. É o alerta de Holyk Valentin, especialista em limpeza da travaux.com, segundo o qual estes objetos “são manuseados o dia inteiro por mãos que nem sempre foram lavadas” — e é precisamente por isso que acumulam tanta sujidade sem que se dê por isso.
A pega do frigorífico, a campeã dos esquecidos
Um dos objetos mais apontados pelos especialistas em limpeza é a pega do frigorífico. É tocada várias vezes ao dia, muitas vezes com as mãos sujas de comida ou recém-saídas da manipulação de carne crua, e raramente entra na lista de limpeza semanal. O resultado é uma acumulação silenciosa de bactérias, precisamente no ponto por onde passa tudo o que entra e sai do frigorífico.
Outros objetos que costumam escapar à limpeza
Além da pega do frigorífico, há vários objetos domésticos frequentemente citados por especialistas em higiene como surpreendentemente mais contaminados do que a sanita — precisamente por serem usados o dia todo e limpos poucas vezes:
O telemóvel vai para todo o lado — casa de banho, cozinha, transportes públicos — e raramente é desinfetado. A esponja da cozinha, húmida e em contacto constante com resíduos de comida, é um dos objetos mais contaminados de qualquer casa. As tabuas de corte, sobretudo quando usadas para carne crua e depois para outros alimentos sem lavagem adequada, também acumulam bactérias facilmente. Os comandos da televisão e os interruptores da luz são tocados por todos em casa, várias vezes ao dia, e praticamente nunca limpos. E as torneiras da cozinha e da casa de banho, apesar de estarem rodeadas de água, são frequentemente esquecidas na hora de desinfetar — mesmo sendo tocadas com as mãos antes de estarem devidamente lavadas.
Um hábito simples que faz toda a diferença
A boa notícia é que a solução não exige produtos especiais nem tempo extra significativo. Basta incluir estes objetos na rotina de limpeza habitual — uma passagem rápida com um pano desinfetante, uma ou duas vezes por semana, já faz uma diferença real. O mais importante é, sobretudo, lembrar-se de que existem: são precisamente os objetos que se usam sem pensar que acabam por ficar de fora da lista de limpeza — e são, por isso mesmo, os que mais precisam de atenção.





